Brexit e seu impacto na Pesquisa do Reino Unido

Olá pessoal, tudo bem?

Como muitos devem saber, no último dia 29/03/2019 foi o prazo dado pela União Européia (UE) ao parlamento Britânico para que se chegasse à um acordo definitivo em relação ao Brexit.

Para quem não sabe/lembra do Brexit, em 23 de junho de 2016, houve um referendo para decidir se os britânicos permaneceriam ou não vinculados à UE. Nesse referendo, o “NÃO” (nao continuar na UE) ganhou por 52%. Na época, o primeiro ministro britânico David Cameron, do partido conservador, deixou o cargo vago após a derrota.

Em seu lugar, foi escolhida como primeira ministra Theresa May, também do partido conservador. Para ela foi designada toda a negociação do Brexit, como seriam as regras, como funcionaria o problema de fronteiras, entre muitos outros “pepinos”.

Já naquele momento, a Libra Esterlina perdeu seu valor de mercado, grande empresas fecharam suas sedes na ilha britânica e muitos outros investimentos deixaram de ser feito.

Por fim, o intuito desse post é abordar o impacto que a saída do Reino Unido(RU) da UE causa às pesquisas.

Primeiramente, apesar do RU contribuir financeiramente com a verba da Pesquisa da UE, o valor recebido supera e muito o valor investido. Logo, é possível perceber que, nessa balança, parte desse dinheiro que eles recebiam para financiamento de Pesquisa, não fará mais parte do orçamento.

Ainda sobre a crise financeira e desvalorização da Libra, o orçamento anual destinado para pesquisa será extremamente esticado e, sem dúvidas, diversos projetos importantes ficarão sem verba para continuar.

Em geral, quando são necessários cortes de verbas, os principais projetos prejudicados são os de ciência básica, que tenta entender, na sua essência, as bases de nossa existência. Sendo preteridos os projetos que tem maior viabilidade econômica e que apresentem um maior impacto na sociedade.

Deixar de fazer parte da UE acaba também excluindo o RU do financiamento compartilhado, tendo em vista que, no meio científico, a natureza colaborativa é crucial.

A UE oferece meios para que pesquisadores de outros países do bloco possam participar de projetos grandes e com bastante verba. Saindo da UE, os pesquisadores do RU podem enfrentar dificuldades nesse sentido.

É possível perceber um queda, desde 2015, no número de projetos desenvolvidos no RU, número de pesquisadores como coordenadores de projeto e de verbas.

Um dos maiores impactos que a saída da UE pode proporcionar é a restrição de movimentação de pesquisadores de um país para o outro, assim como falei um pouco acima.

Para se ter uma ideia da dimensão, hoje, \frac{1}{3} dos alunos de Pós-Doutorado em Astronomia na Inglaterra não são ingleses. Representando então uma grande parcela da Pesquisa no país. Imagine toda burocracia necessária para que um pesquisador faça parte de programas/grupos de pesquisa em um país que sequer sabe como vão funcionar as questões fronteiriças, sem contar outras barreiras que acabam sendo criadas.

Esses são algumas barreiras que deverão ser enfrentadas por pesquisadores e cientistas britânicos e de outras nacionalidades vinculadas ao bloco da UE terão que enfrentar.

A ciência sobre sério risco de cortes e, isso é bastante preocupante.

Um abraço

Fonte:

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